A festa dos Black Label Society na Invicta, decorrida no passado dia 14 de junho, começou antes da hora marcada, com os barris de cerveja a esgotarem bem cedo e com uma sala que parecia pequena para o concerto que se seguia. “Sold out”, podia ler-se na bilheteira. Pelo Hard Club, tanto se cruzavam casais com filhos pequenos, todos vestidos a rigor, como miúdos que não pareciam ter mais de 16 anos e que procuravam, a todo o custo, furar a multidão até às primeiras filas.
O concerto teve início ao som do magnetismo de “New Religion”. As amplas cortinas que se estendiam de uma ponta à outra do palco aumentavam a ansiedade das centenas que aguardavam Black Label Society. Eis que, quando estas se abrem, se revela um Zakk Wylde, qual guerreiro do rock, a envergar um cocar (warbonnet) característico dos índios. O público entra em êxtase. Já o palco encontra-se forrado com stacks Marshall, sendo que a presença da caveira é recorrente (cinco delas penduradas no suporte do próprio microfone de Zakk).


O guitarrista Nick Catanese dispensa, a certa altura, umas tantas palhetas pela audiência - não à sorte, como é costume. Estas eram realmente prometidas aos fãs e atiradas à vez para aqueles que se encontravam na primeira fila.
Embora a segurança fosse apertada, os mais arrojados ainda conseguiram o desejado crowdsurfing e houve mesmo um pequeno foco de mosh. Enormes balões pretos e brancos de BLS são disparados para o público, a dada altura. Saltitam de um lado para o outro e alguns dos presentes passam o resto do concerto a tentar esvaziá-los, de forma a levarem-nos com eles, para casa.



Recuperando o gás, “Fire it Up” dá lugar ao habitual solo de guitarra frenético à Zakk Wylde. Os grandes temas, como “Godspeed Hellbound”, “Suicide Messiah” ou “Concrete Jungle”, continuam até ao final.




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