Waters falou com o público num português esforçado, dizendo estar feliz por estar no Rio e agradeceu às crianças da Escola de Música da Rocinha, que cantaram e atacaram o professor inflável de mais de 20 metros de altura em “Another Brick In The Wall Part 2″. É quando ele homenageia o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia de Londres ao ser confundido com um terrorista em 2005. O show é dedicado “a todos que lutam pela verdade e pela justiça e para as outras vítimas do terrorismo de Estado”, e a plateia vem abaixo.
Na quarta, em entrevista coletiva na qual solicitou a presença de repórteres da editoria de polítca, Roger Waters manifestou apoio ao Fórum Social Mundial Palestina Livre, que acontece em Porto Alegre, em novembro. O músico também mostrou preocupação com as condições cimáticas durante o show, mas a chuva que caiu na cidade em toda a quarta e madrugada de quinta cessou durante a tarde/noite de ontem.
O show tem a duração de duas horas e vinte minutos, sendo que cada uma das partes é a íntegra de um dos LPs lançados originalmente em “The Wall”, divididas por um intervalo. O grand finale é a explosão do muro que é contruído durante o show - os músicos chegam a ficar com completamente encobertos pela estrutura gigantesca, montada com materia reciclável. Um grupo de fãs, na saída, carregava um dos tijolos usados na construção.
O acesso ao Estádio do Engenhão foi tranquilo, sem maiores problemas de deslocamento. Os portões foram abertos às 17h15 e o show começou às 21h30, com trinta minutos de atraso em relação ao horário inicialmente previsto pela produção. Mesmo assim, alguns fãs não conseguiram retirar os ingressos comprados via internet nas bilheterias à tempo e perderam o início da apresentação. Agora, o espetáculo “The Wall” passa por São Paulo, em duas datas no Estádio do Morumbi, no domingo, dia 1o, e na terça, dia 3 de abril; saiba tudo aqui.
A resenha completa do show do Rio será publicada na edição de abril da Revista Billboard.
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